Há um tempo em que eu gostaria de parar, fechar os olhos e não pensar em nada. E não lembrar de nenhum dever, problema, ou coisa a fazer. Mas não. Mesmo que aparentemente não esteja fazendo nada, inconscientemente ou “informatizadamente” há algo processando em mim, ou por mim. Desde que meu nome caiu na rede, tornou-se parte ou ítem da vida de alguém, de algum lugar, não há mais como parar.
Desenfreadamente as coisas acontecem, relacionadas ou não, a mim ou a você, mas interligadas na rede.
Você passa a fazer parte de não só um, mas sim, de vários enredos. Partes de um espetáculo, que são formados por infinitos atos, e que no final, você não tem e nem nunca encontrará o script final.
Se é você mesmo quem o escreve, nem isso você pode ter certeza, afinal, lembre-se, mesmo que sua mente nada queira ou nada esteja fazendo, há algo processando em você ou para você, afinal, você está na rede.
Há dias, em que você torce para que o processar de toda essa máquina, seja o mais lento possível. Tudo parece correr e ultrapassar os seus limites, assim, você grita por piedade e misericórdia, tentando acompanhar uma velocidade, que aparentemente, parece incontrolável.
Assim como há dias em que sua mente processa e digere tudo da melhor maneira possível. Você escuta, processa e realiza, ou melhor, concretiza.
O julgar entre o certo e o errado são coisas que merecem cada vez menos um espaço de interpretação e de atenção. Assim, muitos dos atos passam despercebidos, aos olhos da grande maioria da humanidade, afinal, sempre há algo processando em sua mente ou para sua mente, e você mal consegue entender a você, imagine então, a coisas que merecem a atenção e concentração para interpretação e um conseqüente julgamento.
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